HISTÓRICO DO COLETIVO
O Etchire Magüta nasceu com o propósito de fortalecer as tradições culturais e a identidade do povo Magüta, criando um espaço de protagonismo para os jovens, mulheres, anciãos e pessoas LGBTQIA+ dentro da comunidade. Sua história está profundamente enraizada na busca pela preservação da cultura e dos saberes ancestrais, promovendo, ao mesmo tempo, uma conexão vital com as questões contemporâneas que afetam as comunidades indígenas.A ideia do grupo surgiu por volta de 2016, quando um encontro informal entre alguns membros da aldeia Umariaçu I despertou a necessidade de criar um espaço dedicado aos jovens artistas e músicos locais. A intenção inicial era chamar a atenção dos jovens tradicionais para a importância de preservar suas raízes culturais por meio da música e da parte. O evento foi o marco inicial de um movimento que, em pouco tempo, se tornaria um ponto de referência para a educação e o fortalecimento da cultura Magüta.
| Gê Ambrozio e Alê dois compositores importante no grupo |
| Dançantes do Coletivo Cultural Etchire Magüta |
| Avaliação do Projeto do Museu do Indio |
Esses instrumentos são produzidos com um profundo respeito à espiritualidade e aos simbolismos da cultura Magüta, refletindo a profundidade do conhecimento indígena. Ao longo dos anos, o grupo desenvolveu várias oficinas, como as de música, confecção de instrumentos, pintura, cerâmica e grafismo, que são fundamentais para a preservação e transmissão dos saberes ancestrais.O grupo Etchire Magüta tem se apresentado em diversos festivais, destacando-se pelo seu compromisso com a preservação da cultura Magüta e a promoção do protagonismo indígena. Algumas dessas apresentações incluem o VII, VIII e XV Festival de Cultura do Eware (AM), o I Festival Autônomo Intercultural Étnico (Colômbia), o Festival Pedagógico de Música da Cidade Nova e o V Festival de Música da Rádio Nacional do Alto Solimões (Tabatinga). Essas participações ajudaram a divulgar o trabalho do grupo e a reforçar a importância da cultura indígena Magüta.Em 2022 e 2024 o grupo iniciou um projeto cultural de longo prazo, aprovado na Chamada Pública do Edital Projeto Cultural 2020, Paulo Gustavo e outras iniciativas. Este projeto, em parceria com a FUNAI e o Museu do Índio, visa fortalecer o conhecimento tradicional do povo Magüta e elaborar cânticos tradicionais Magüta. O projeto também envolve diversas oficinas, promovendo a valorização das práticas culturais e artísticas. Com o apoio de instituições como a COIAB Amazônia, o grupo tem expandido suas atividades, envolvendo mais de 20 pessoas diretamente e mais de 60 jovens e adultos, incluindo crianças e pessoas LGBTQIA+, de forma indireta.O Grupo Etchire Magüta, ao longo de sua trajetória, tem se consolidado como um espaço de resistência cultural e política, promovendo a inclusão, o fortalecimento da identidade indígena e a luta por direitos, ao mesmo tempo em que mantém viva a rica tradição do povo Magüta.
Portanto, a fundação do Etchire Magüta, surgiu em 2016 e marcou um importante marco na aldeia Umariaçu I, trazendo uma proposta inovadora de resgate e valorização da cultura indígena Magüta por meio das músicas e das artes tradicionais. O grupo foi idealizado por Itamar Neco, G. Ambrózio e Jacemir Marculino, com o objetivo de integrar os jovens Magüta na modalidade de educação musical, educação ambiental e valorizando os conhecimentos ancestrais.
Com o apoio da liderança Waldir Mendes, o grupo participou da 6ª edição do Festival de Música do Eware em 2017 na maior aldeia Magüta "Belém do Solimões", adotando oficialmente o nome Etchire Magüta. Essa iniciativa marcou o início de uma jornada de lutas e desafios, mas também de conquistas e reconhecimento.
![]() |
| Oficina de Gestão Organizacional |
Atualmente, o Grupo Etchire Magüta conta com mais de 80 membros, incluindo jovens, adultos, crianças e pessoas LGBTQIA+, que recebem formação em diversas áreas culturais indígenas, como grafismo, pintura, história e música, e de outros conhecimentos como produção etnoaudiovisual.
O projeto cultural em andamento, aprovado pelo Museu do Indio, pela Secretaria Municipal da Cultura, pela FUNAI, e agora em 2025 com a parceria da Universidade Internacional de Florida - FIU, é um reflexo do compromisso e da dedicação do grupo em valorizar e preservar a rica tradição Magüta. Por meio de suas atividades artísticas e educativas, o Grupo Etchire Magüta contribui para a promoção do protagonismo juvenil, o fortalecimento da identidade indígena e o resgate das tradições ancestrais, deixando um legado de resistência e orgulho para as futuras gerações.

%2018.33.15_5525771c.jpg)